segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Capela pequenina


guerreira

Sou capela pequenina
Que se esconde nas colinas isoladas
Das beatas, prostitutas,
Dos profanos e fanáticos
Qual estrela solitária
Vagando pelos espaços escuros...
Sou menina, sou criança
Brincando de cirandinha,
Cantando melodias vagas
Pelas estradas amargas
De um caminho sem fim.
Sou mulher de muitas garras,
Indefesa? Às vezes, morte...
Mas não temo minha sorte
Sou guerreira, sei ser forte!
Pioneira dos destinos,
Incoerente desatino
Trago na língua uma espada
Mas no peito não tem mágoa...
Sou a luta contra o tempo,
Sou suave desalento,
Brisa fresca da manhã!
Sei ser leve como a pluma,
Gargalhar com alegria,
Contraditória ironia
De quem já não sente dor!
Sou a escrita, sou a letra,
Doce face da poesia
Desabafo que cansou...
Sou também a sua flor!
Madrugada perfumada
O orvalho da calçada,
Peregrino sem calor...
Sou a alma aprisionada
Insaciável procura,
Sou alguém que é só loucura, mas que transborda de amor!



Este poema é uma espécie de autobiografia e escrevi há muitos anos, mas conservo estas características apesar de ter amadurecido e me transformado um pouco também!

Obrigada a todos pela visita e estarei retribuindo em seus blogs,ok?

Boa semana a todos e quem quiser pode me ver no blog da Chica: é só clicar no link...

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Brincadeira da Chica



Em meio ao pântano brota a pureza da flor:


Com ela vem a lição!


Deus sempre dá atenção


Existe oportunidade: a natureza é amor!


Vamos ver se ainda me lembro como se faz isso...rsss... colocar o link e tal!...

Esta é minha participação na brincadeira da Chica


Clique em seu link e participe também!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Para dias frios

asas dos versos e reversos


Para dias muito frios um abraço apertado,

Aquece o coração: Beijo doce, namorado...

Aquele velho blusão,meia de lã, luva, gorro,

Um cobertor bem quentinho,

Café, chocolate, vinho!

Cachecol: fundamental...

Vestir aquele avental e fazer aquele bolo

Só pra acender o forno...

Ler um livro especial,

Ouvir um som pra esquentar,

Pular, bater pés, dançar,

Talvez escrever poesia: algo pra aquecer o dia!

No quintal fazer fogueira

Esfregar no fogo as mãos,

Pipoca, batata doce, assar o milho, o pinhão...

Talvez juntar os amigos numa corrente amorosa:

Para quem não tem abrigo levar coberta, uma prosa...

E quando chega a noitinha voltar os olhos pro céu:

Pedir por quem não tem nada,enrolado num papel...

E agradecer pelo teto, o fogo, o cobertor...

Pois o frio que faz na rua só espera nosso amor!


sábado, 30 de julho de 2016

Escondidinha





Ando assim escondidinha...
Atrás de certa tristeza,
Atrás de minha sombrinha,
Atrás de minhas certezas...
Ando assim meio sem rumo,
Em vão tento me buscar!
O laço dos meus cabelos quero desembaraçar
Voltar á antiga ciranda num vestido de rodar.
Talvez ser uma cantiga que se retira da manga,
Ou os versos de um poema feito de mar e areia,
Conchas catadas na praia, ondas branquinhas, sereia...
Mas ando mesmo escondida, desligada desse mundo.
Sempre fui uma reclusa, mas ficava na janela...
O coração bate forte, dói com tanta crueldade,
Não quero mais ver as dores que choram pela cidade!
(Choro que sai do papel e vira realidade...)
E a alma da poeta sentiu tanto que cansou!
Quis ficar escondidinha no poema que restou...







terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pausa






Oi gente! Vou fazer uma pausa aqui no 

" Asas dos versos e reversos".

O motivo? Só descansar mesmo! 

Volto loguinho! Beijos e muitas flores pra vcs!





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